“Quem me dera ouvir de alguém a voz humana | Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia”*

carrossel dos esquisitos Ana Ademar É muito raro conseguir concordar na totalidade com qualquer ideia, mesmo que seja minha. Se organizo uma opinião, logo de seguida invento três ou quatro “mas” que, se não a invalidam, pelo menos colocam-na em causa. Depois fico confusa e abandono o pensamento. Não me impede de ir aventando opiniões … Continuar a ler “Quem me dera ouvir de alguém a voz humana | Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia”*

Não calar

idos de março Sónia Calvário A guerra na Europa fez relegar para segundíssimo plano a preocupação com a Covid. Dois anos de pandemia em Portugal, a expectativa do regresso à normalidade foi defraudada pelo início de um conflito bélico e da ascensão dos autodenominados defensores da paz e dos mais desprotegidos. Muitos deles que consideram … Continuar a ler Não calar

O meu lado mais sarcástico, porque também faz falta e sou ainda mais eu

A Rosa Madalena Palma Bem-vindos ao circo. Aqui podem encontrar de tudo um pouco. Começam logo por comprar bilhete com direito a tirar foto do dito para publicar diretamente nas redes sociais. Depois passam pela passadeira vermelha e antes ainda da entrada há uma photobooth com passagem direta a entrevistas e fotos com publicação em … Continuar a ler O meu lado mais sarcástico, porque também faz falta e sou ainda mais eu

Bons dias maria teresa até depois | preciso de tomar o meu pequeno almoço | a cerveja era boa mas é bom comer | como come qualquer homem normal | e me poupa ao perigo de até pela idade | me converter subitamente num sentimental *

carrossel dos esquisitos Ana Ademar Se foi do meu avô que herdei as rugas fundas do riso, da minha avó herdei a capacidade de chorar por tudo e por nada. Porque estou triste, porque estou feliz, porque me comovo com alguma emoção alheia. É uma habilidade que eu tenho, quase um super-poder. E se me … Continuar a ler Bons dias maria teresa até depois | preciso de tomar o meu pequeno almoço | a cerveja era boa mas é bom comer | como come qualquer homem normal | e me poupa ao perigo de até pela idade | me converter subitamente num sentimental *