Irene Palma no pódio

Fotoars athletica

Irene Palma||Expoente M Rádio

Irene Palma tem 41 anos e nasceu em Beja. Viveu em Baleizão até aos 18 anos, altura em que rumou a Lisboa para estudar Ciências da Comunicação. Um ano depois, e a par dos estudos, integrou a redação do jornal O Jogo. Entre 2004 e dezembro de 2009, esteve no Maisfutebol, passando depois para a estação de televisão TVI, onde apresentava o programa “Vamos à Bola” e fazia reportagens em grandes competições nacionais e internacionais, até que, em 2011, aceitou ser Diretora de Comunicação do Sporting.

Mãe de 4 filhos, apaixonada por futebol, regressou, no início deste ano, ao jornalismo desportivo, integrando o jornal A Bola e a Bola TV.

Irene Palma está no pódio do ars athletica deste mês.

logoMTem a vida que idealizava?

Nunca fui de idealizar. Sempre quis ser jornalista. Lembro-me de, quando em miúda me perguntavam o que queria ser quando fosse grande, ter uma certeza: ser jornalista!

Sabia o que queria ser mas não sabia (nunca soube, nem no passado nem hoje) como seria essa caminhada. Tenho sim a vida que quero. Sou feliz com a vida que tenho. Tenho a vida que fui construindo e hoje é o ideal para mim.

logoMA intervenção/participação na sociedade deve ser uma preocupação de todos?

Deve ser uma obrigação de todos. Todos somos responsáveis. Temos a nossa responsabilidade na sociedade em que vivemos, ajudamos a melhorar, ou a piorar. As mentalidades. A mensagem que passamos, que ajudamos a divulgar, é fundamental para melhorar a sociedade em que estamos inseridos.

logoMNo seu caso como a pratica?

Com os comportamentos que tenho no meu dia-a-dia, quer profissional, quer pessoalmente,  e, por exemplo enquanto mãe de quatro filhos.

logoMComo vê a conciliação, atualmente, da vida profissional e familiar/social?

É uma obrigação desempenharmos de forma harmoniosa esses dois papeis da nossa vida (o profissional e o familiar). Mas tem de ser algo natural e não forçado. Nenhuma “dessas vidas” pode ser um peso. Temos de viver na nossa plenitude. Eu, por exemplo, estive afastada do jornalismo desportivo, a minha área de eleição, durante um período, pois entendi que não estavam reunidas as condições para voltar. Regressei e consigo conciliar vida pessoal de mulher, casada, mãe de quatro filhos, com a de jornalista d’ “A Bola TV” e d’ “A Bola”. É uma questão de gerirmos as prioridades com uma certeza: não há a vida perfeita!

logoMNa sua vida existe equilíbrio entre a vida profissional e familiar/social?

Na minha vida existe um equilíbrio total entre a vida profissional e a vida familiar, e a vida social, sem família nem trabalho.

logoMJá sentiu que a sua afirmação profissional e/ou pessoal foi dificultada ou condicionada por ser mulher?

Sim. Em 1997 quando entrei no jornal “O Jogo” era escasso o número de mulheres jornalistas na área do desporto em Portugal. Nos jornais e nas televisões era raro. Nas rádios não existia nenhuma jornalista mulher a trabalhar na área do futebol. Deu trabalho caminhar no sentido de uma aceitação, sem o estigma de ser mulher.

Em diversas áreas – diria que em todas, de forma geral, existe dificuldade de afirmação da mulher, mas penso que o principal segredo para a mudança está em nós próprias. Se tratarmos o tema de forma natural deixa de haver margem grandes condicionalismos.

logoMAs mulheres partilham pouco, guardam muito para si?

Sim. Se forma geral sim, o que é bom. Partilham só o que querem partilhar. São mais seletivas (risos).

logoMO que é preciso para que as mulheres possam ver garantido o seu direito à igualdade?

É preciso que cada uma de nós dê o seu contributo para essa igualdade partindo de um princípio básico: nós mulheres não podemos ser iguais aos homens porque somos biologicamente diferentes deles. Nascemos com útero e eles com “pilinha” (risos) E é na diferença que há lugar para ambos. O bom e o mau, o competente e o incompetente não se veem ou medem pela zona genital…

logoMComo podem as mulheres contribuir para a concretização dessa Igualdade?

Passando precisamente a mensagem correta que contribui para a afirmação dessa igualdade, sabendo que há competências que são das mulheres e outras dos homens.

Mas, calma, competências que não tem a ver com cozinhar, lavar roupa, cuidar dos filhos…

Se colocamos meninos de 3 anos a brincar com carrinhos e meninas de 3 anos a brincar com bonecas não nos podemos queixar que, aos 20 anos, eles não grelhem um bife e entendam que mudar as fraldas é coisa de mulheres.

Lá em minha casa há 2 meninos e 2 meninas. A cozinha onde brincam é vermelha e cinzenta. Todos cozinham. Todos brincam com bonecas e carrinhos de bonecas. Todos brincam com os carros na oficina de brincar que é das mesmas cores da cozinha. (Risos)

Eles sabem que os meninos são diferentes das meninas. Mas não pela divisão de tarefas, porque não as há, nem pelas brincadeiras, como sucedeu na nossa infância.

logoMQual é o seu maior sonho?

Ter saúde.

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