Common People

O amor à sexta-feira!

Nádia Mira

São banda sonora perfeita para acompanhar as compras da semana, especialmente para quem acalenta o cinematográfico sonho de encontrar a sua alma gémea num qualquer corredor de supermercado.

Originários de Sheffield, Pulp são uma das mais importantes bandas da britpop. Em 2014, numa sondagem promovida no âmbito das comemorações dos 20 anos do nascimento do género, “Common People”, lançada em 1995, foi votada pelos ouvintes da BBC Radio 6 Music como o principal hino dentro da britpop, “Bittersweet Symphony” dos The Verve foi segunda e “Don’t Look Back In Anger” dos Oasis ficou em terceiro lugar.

“Common People” conta a história de uma estudante de arte, grega e de famílias ricas, para quem ser “pobrezinho” era cool.

Em 2013, Jarvis Cocker, cantor e compositor de Pulp, revela em entrevista à NME: “Conheci a rapariga da música há muitos anos atrás, numa aula de escultura, quando estudava no St. Martins College of Art and Design. Na altura existia uma coisa chamada Crossover Fortnight, onde tinhas que fazer outra disciplina por algumas semanas. Eu estudava cinema e ela poderia estar a estudar pintura, mas ambos decidimos fazer escultura por duas semanas. Não sei como se chamava a rapariga, isto ter-se-á passado por volta de 1988, então já era uma história antiga quando escrevi sobre ela.”

Jarvis revelou ainda que nada aconteceu entre eles e que, de facto, ele a ouviu dizer que gostaria de morar no extremo leste de Londres.

Em 2015, correu o boato de que a rapariga grega que teria inspirado a música dos Pulp seria Danae Stratou, a mulher do antigo ministro das finanças grego, Yanis Varoufakis. Esta, filha de um abonado empresário grego, fora estudante no St. Martins College of Art and Design entre 1983 e 1988, o que coincide com o período em que Jarvis Cocker estudou na universidade londrina. Mas aparentemente não passou de um boato. A identidade da rapariga permanece desconhecida e na verdade isso pouco importa.

A música, essa, continua a acompanhar-me. Em casa ou na rua, no trabalho e nas compras. Banda sonora nas noites quentes de julho, nas frescas manhãs de outubro e na incessante busca pelas pessoas comuns que fazem a nossa vida soar a Pulp.

 

 

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