É ASSIM TÃO DIFÍCIL MARCAR UMA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA?

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ars athletica

Sara Mesquita

Não é só em relação às claques (ver aqui) que o Sporting vive momentos conturbados.

Depois do fatídico ataque a Alcochete, que culminou com a demissão do anterior Presidente do clube e da SAD, os novos órgãos sociais do Sporting têm vindo a ser alvo de várias críticas, começando no “entra e sai” de treinadores, passando pela ruinosa gestão de transferências, e acabando com aquela que está quase a ganhar o título de pior época de sempre do Sporting (este título vale para o palmarés?).

Assim, face ao descontentamento generalizado dos sócios (possivelmente, superior aos 71% que elegeram esta Direção. Na verdade, Frederico Varandas foi eleito da mesma forma que Donald Trump: menos votos em relação aos adversários, mas votos mais “valiosos”), no passado dia 07 de Janeiro de 2020, foi dirigido à Mesa da Assembleia Geral um pedido para realização de uma Assembleia Geral com o único ponto na ordem de trabalhos de destituição da atual direção de Frederico Varandas, pedido esse que foi subscrito por 774 sócios, correspondente a cerca de 3.000 votos.

Tudo parecia alinhado, até o Presidente da MAG, no dia 28 de Janeiro de 2020, precisamente no último dia do prazo acordado para dar resposta ao pedido apresentado, fazer um pedido de esclarecimento sobre “os fundamentos para alegar justa causa em relação ao Conselho Fiscal e Disciplinar do clube”.

A sério?

Chegamos ao ponto de pedir esclarecimentos que, qualquer que seja a resposta, em nada altera o resultado final?

Importa analisar o que estipulam os Estatutos do Sporting no que respeita ao pedido dos sócios para a realização de uma Assembleia Geral Extraordinária:

Artigo 51° – (Assembleia Geral comum extraordinária)

1– Extraordinariamente, a Assembleia Geral comum reúne-se em qualquer data:

  1. a) …;
  2. b) …;
  3. c) a requerimento de sócios efetivos, no pleno gozo dos seus direitos, com o mínimo de mil votos, desde que depositem na tesouraria do Clube a importância necessária para cobrir os gastos inerentes.
  4. d) ….

2 –No caso da alínea c), a Assembleia não pode reunir sem a presença de sócios requerentes que detenham, pelo menos, setecentos e cinquenta votos.

3– …”

Então, mesmo que fossemos todos muito limitados intelectualmente, conseguíamos perceber que os únicos requisitos necessários para ser marcada uma Assembleia Geral extraordinária são:

1 – Requerimento de sócios efetivos com o mínimo de mil votos;

2 – Depósito do valor necessário para cobrir os gastos com a realização da AG.

E o requisito essencial para que a AG marcada, seja realizada é a presença de sócios que tenham pedido a realização da AG, que reúnam, pelo menos, 750 votos.

Pois é, os requisitos necessários à realização da AG extraordinária a pedido dos sócios são de carácter formal, não sendo exigida a fundamentação de “justa causa” para qualquer pedido desta natureza.

E se fosse necessária essa fundamentação, era o Presidente da MAG quem decidia, arbitrariamente, se os fundamentos invocados eram válidos?

Não! O Presidente da MAG não se pode substituir aos sócios, nem alterar a redação dos Estatutos.

Quem decide se há ou não fundamentos para a “justa causa” são os sócios.

Onde?

Na Assembleia Geral convocada por sócios que representem 1.000 votos e que tenham depositado o valor das despesas com a realização da AG!

A tudo isto, acresce o facto de apenas terem sido validadas 383 assinaturas, das 774 apresentadas. Este facto, só por si, não é problemático, uma vez que as subscrições validadas correspondem a cerca de 1.300 votos, continuando assim cumprido o requisito de sócios requerentes com representação de 1.000 votos.

Mas acontece que no comunicado de dia 28 de Janeiro de 2020, último dia para o Presidente da MAG dar resposta ao pedido apresentado, este se limitou a indicar o número de subscrições validadas, sem identificação dos respetivos sócios.

Ora, não é difícil perceber o objetivo de todas estas manobras efetuadas pelas pessoas que estão à frente do Sporting.

E por que é que o Presidente da MAG não indica o nome dos sócios aptos a apresentar o requerimento para realização da AG?

Porque a Assembleia Geral não pode reunir se não estiverem presentes os sócios que subscreveram o pedido de realização da mesma e que representam, pelo menos, 750 votos.

Ainda que acredite que todos os sócios que assinaram este pedido, façam questão de estar presentes na AG, quer as suas assinaturas tenham ou não sido validadas, devem ser informados os sócios dos quais a sua presença depende a realização da Assembleia Geral, para mostrar alguma boa-fé e respeito do Clube para com os sócios.

Estes órgãos sociais não servem os interesses do Sporting. Servem os seus interesses e os do núcleo que os rodeia. A forma como atacaram Alvalade depois do ataque a Alcochete é prova disso!

Está na hora dos sportinguistas serem novamente chamados, mas por favor que seja a última vez e que o próximo Presidente seja “O” Presidente que vai durar no Sporting, pois não podem os sócios criticar Varandas pelas trocas de treinadores e fazer exatamente o mesmo relativamente aos órgãos sociais do clube.

Por isso, está na altura de assentar os pés na terra e começar um novo ciclo, de preferência com O Presidente que se eternizará no Sporting.

Aguardaremos pela decisão do Presidente da MAG no próximo dia 11 de Fevereiro de 2020.

Mulheres com garra detestam que tentem fazê-las de parvas!!

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