Teoria da conspiração?

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Pensando alto

Sónia Calvário

Não se sabe a origem. Sabe-se que começou na China, logo depois contagiou o Irão, naturalmente pela proximidade… sabe-se que os grupos de risco (morte, entenda-se) são a população envelhecida e os doentes crónicos. As crianças não integram os grupos de risco, apesar de já existirem casos.

Não sou, normalmente, desconfiada. No entanto, todos os dias são noticiados casos, e mais casos, de corrupção, de interesses obscuros, de decisões políticas tomadas ao arrepio de pareceres técnicos, muitos, fundamentados, credíveis…

Sem querer fazer a apologia da teoria da conspiração, não posso esconder que, praticamente desde o início, várias questões se me colocam, e quanto mais penso no assunto…

A China é a grande potência comercial emergente, inimiga, portanto, dos países ocidentais; vivemos no dilema do que fazer, num futuro próximo, para garantir alimentação à crescente população mundial, com consequências visíveis para o planeta e, naturalmente, para a Humanidade; e têm havido, cada vez mais e com maior impacto, contestações e exigências para a proteção da natureza e do ambiente, imputando-se maioritariamente responsabilidades aos países ocidentais; o ocidente tem um grave problema de envelhecimento da população, visto como sério encargo para o presente e futuro, em virtude do aumento da esperança média de vida; por outro lado, surtem efeito positivo as sensibilizações para a importância de adotar hábitos saudáveis, com espectável prejuízo para a poderosa indústria farmacêutica; a valorização inimaginável e astronómica do bitcoin (moeda digital, mas que não pertence a nenhuma entidade bancária central; já é aceite no Japão para pagamentos), agora um pouco refreada, ativo pelo qual os grandes grupos financeiros têm manifestado especial interesse; o incentivo para utilização de formas de pagamentos virtuais, como o homebanking, ou o MBway, primeiro gratuito, e, recentemente, este último, com imposição do pagamento de uma taxa, claramente reduzindo número de espaços físicos onde funcionam as instituições bancárias, e, consequente redução de trabalhadores. E já se fala na “nova crise” há algum tempo…

Tudo somado parece-me legítimo questionar a origem destes vírus que, de quando em vez, vão surgindo, cada vez mais mortais, cirurgicamente mortais.

É claro que não é agora o tempo de discutir estas questões, mas temo que, como sempre, nunca é “o tempo”… e depressa surgirá outra preocupação para desviar a nossa atenção. Não interessa, por certo, aprofundar, refletir… não há tempo, e, certamente, alguns ganharão “tempo” com esta falta de tempo.

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