Don’t Be Afraid of the Dark

O amor à sexta-feira!

Nádia Mira

O medo, segundo um popular dicionário online, define-se por ser um “estado emocional resultante da consciência de perigo ou de ameaça, reais, hipotéticos ou imaginários”. No entanto, o medo não é apenas uma reação emocional, trata-se de um sentimento construído historicamente sendo utilizado e percecionado de formas distintas, dependendo da época em que o mundo se encontra. E a aquela que vivemos é bem propícia ao alastrar de temores.

A nictofobia, por exemplo, é o medo da escuridão ou da noite. Este receio, contudo, não é propriamente relativo à falta de luminosidade, mas sim aos pensamentos aterradores desencadeados pela imaginação quando a escuridão se instala. Um medo infundado, como bem sabe a banda The Sonics.

The Sonics são uma das maiores, se não a maior banda de rock garage da história da música. Antecessores do punk, formaram-se em Tacoma, Washington, no início dos anos 60 e influenciaram centenas de bandas até aos dias de hoje, desde o punk, ao rock e ao grunge.

Da autoria de Gerry Roslie, um dos membros fundadores da banda, “Don’t Be Afraid of the Dark” integra o álbum “Boom”, o segundo álbum de estúdio do grupo, lançado em 1966. Na canção, a mensagem é clara e concisa, a rapariga não precisa ter medo do escuro porque o seu amado estará a seu lado. The Sonics a lembrarem-nos de que o amor é capaz de ser o melhor antídoto para o medo.

Por estes dias, o medo tem cavalgado bem mais depressa do que a pandemia e não faltam exemplos na história mundial quanto à utilização deste como ferramenta de manipulação, ditando regras, normas, estabelecendo padrões e controlando massas. Até na educação das crianças o medo é usado como elemento disciplinador e desde pequenos que nos ensinam a temer o “bicho papão” que aparecerá se não comermos a sopa.

O medo sempre existirá, e isso é inevitável, o que devemos fazer é aprender a lidar com ele e saber identificar quais as limitações que são indispensáveis à vida em sociedade e à conjuntura que esta atravessa e quais as que apenas decorrem do medo.

É sexta-feira, ainda que a realidade se afigure escura por estes dias, não é altura para ceder ao medo, mas sim para o combater, com responsabilidade e sobretudo com amor, porque enquanto estivermos juntos, solidários e empáticos não há escuridão que nos deva assustar.

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