O REGRESSO DA I LIGA… DE AUTOCARRO!

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ars athletica

Sara Mesquita

Junho chegou com o tão esperado regresso da I Liga e com a notícia de que Lisboa poderia receber a final da Champions.

Aparentemente, depois de sabermos que Portugal seria campeão europeu mais um ano, o mês de Junho trouxe boas notícias, não só para os adeptos dos clubes da I Liga, mas para todos os portugueses, uma vez que a ser Lisboa a cidade escolhida para a realização da final da Champions, o impacto económico para o nosso país nesta fase seria significativo, inclusive para a hotelaria.

Lisboa não é a única cidade em cima da mesa para receber a competição, mas era a que, ao que tudo indica, reunia as melhores condições para o efeito.

Será que Lisboa continua a ser favorita para receber esta final depois do dia 04 de Junho?

Não sei. Saberemos no próximo dia 17.

Mas, ao que parece, a expectativa portuguesa pode ter sido levada por um autocarro “Sem Nome”.

Sim. Um autocarro!

O autocarro que transportava uma equipa da I Liga que tinha acabado de empatar um jogo na cidade de Lisboa foi apedrejado por um grupo de indivíduos que se acharam no direito de causar ferimentos a alguns jogadores.

Com este ato isolado, poderíamos até admitir que se tratou de uma infeliz coincidência a pedra ter acertado naquele autocarro. Mas como qualquer autor de uma obra de arte, estes indivíduos quiseram assinar a sua obra, e acabaram por vandalizar o exterior das casas de alguns jogadores, onde estes vivem com as suas famílias, e o interior do condomínio do treinador, incluindo a porta do seu apartamento, onde muito provavelmente, este se encontrava com a sua família.

E para que não restassem dúvidas, deixaram o seu carimbo, sendo facilmente identificados como membros de um grupo não organizado de adeptos!

Não entrando no campo dos crimes que estão aqui envolvidos, mas afastando desde já o terrorismo, importa alertar novamente para a necessidade do cumprimento das normas por parte de todas as claques, nomeadamente procedendo ao seu registo como Grupos Organizados de Adeptos, e para a fiscalização das entidades competentes.

Estes grupos, por todas as razões, já foram alvo de reflexão neste espaço por diversas vezes. O que, por si só, revela a importância do tema e da insuficiência da sua fiscalização.

Talvez seja agora que o clube com mais adeptos em Portugal, sem GOAs registados, comece a ver-se no mesmo patamar “dos outros” e a cumprir as normas que todos cumprem, sem acharem que são impunes a tudo e todos.

Claro que nada obriga os grupos a registarem-se, mas cabe ao clube não “alimentar” grupos não registados!

E este mês prefiro não me alongar mais quanto ao tema para não ser repetitiva, porque iniciei o ano de 2020 a falar precisamente dos contornos que a violência associada ao desporto tem vindo a assumir em Portugal.

É URGENTE intervir!

Aguardo pelo desfecho destes atos de vandalismo e pelas suas consequências, esperando sinceramente que a insegurança das nossas equipas, por causa de criminosos infiltrados nas claques, não inviabilize a realização da final da Champions no nosso país, por todos os portugueses; nem continuem a repetir-se atos desta natureza, pela sociedade em geral e, em particular, por todos os envolvidos no desporto, incluindo as famílias e os verdadeiros adeptos, que fazem parte das claques para apoiarem as equipas e promoverem o espetáculo desportivo!

Mulheres com garra… TÊM NAME!!  

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