a senhora que se segue: Marta Palma

Marta Palma apresenta-se como “uma portuguesa, que cresceu em Mértola, no Alentejo”. Formou-se na área jurídica e é Solicitadora e Agente de Execução, profissão que concilia com as várias paixões que tem, como “cozinhar, viajar, mergulhar”. 

Conta que “desde sempre foi apaixonada por cozinha” e que “já em miúda brincava aos programas de culinária” (risos), “arte que foi desenvolvendo, primeiro seguindo as receitas da mãe e da avó, posteriormente acrescentando o que o contacto com novas experiências pode trazer, criando, assim, novas receitas!”

Considera que é mais dinâmica aos 40 do que era aos 30: viaja pelo mundo “de mochila às costas”, faz mergulho, em águas profundas e até com tubarões, aprendeu a esquiar, tirou a carta de mota e passou a praticar Yoga.

Marta Palma é mãe de “uma menina linda!” e uma mulher de projetos, que acredita no potencial feminino. Já viajou para lugares distantes, como Bali, Singapura, Tilândia e Laos, nomeadamente para se inspirar na gastronomia asiática, e assim enriquecer o seu recente projeto culinário. É a  Senhora que se segue no Expoente M e começa por falar-nos um pouco de si.

Sempre curiosa e disposta a novas experiências culinárias e gastronómicas, nos últimos anos fiz formação em  culinária saudável, nomeadamente em macrobiótica, em Portugal e Barcelona, acrescentando sempre sabores, ingredientes, saberes e técnicas que recolho com novas experiências. Primando por escolhas mais conscientes e saudáveis mas, plenas prazer e emoção, porque acredito que a culinária é uma viagem de amor ao mundo dos sabores, cheiros, emoções, memórias e muito mais.

Gosto de viajar e, das recentes viagens a alguns cantos do sudoeste asiático, trouxe inspiração  para novas aventuras na cozinha, desejando levar a outros também novas experiências e inspiração de uma cozinha natural que pode e deve ser muito mais do que apenas comer.

Recentemente,  já em fase covid, iniciei o projeto Marta Palma – Culinary experiences*, que visa levar a outros as minhas experiencias nesta área e inspirar na busca de uma alimentação mais consciente e saudável, através de conteúdos digitais, workshops, criação de menus, elaboração e reinterpretação de receitas para estabelecimentos nesta área, entre outros.

logoMTem a vida que idealizava?

Não sei se tenho a vida que idealizei, mas sou grata pela que tenho!

Isto porque acredito que somos seres em constante mudança e, portanto, aquilo que idealizamos hoje, não será seguramente o que idealizamos amanhã.

logoMA intervenção/participação na sociedade deve ser uma preocupação de todos?

Sim e, em minha opinião, todos intervimos, uns de uma forma mais ativa, outros menos, uns de uma forma mais positiva outros menos.

Acredito que somos um todo e, portanto, a forma como agimos afeta necessariamente o que está à nossa volta, positiva ou negativamente. Claro que quem se destaca pela participação tenderá a ter mais influência pelo seu contributo. 

logoMNo seu caso como a pratica?

No meu trabalho, tento, tanto quanto me é possível, ser conciliadora dos interesses das pessoas, esforçando-me por encontrar plataformas de entendimento que respeitem ambas as partes, procurando soluções que visem o bem comum.

No que toca ao meu novo projeto de culinária, procuro alcançar os que estão disponíveis para considerarem a hipótese de novas experiências culinárias, daquele que, considero, ser um ponto de vista mais saudável, porque sinto que quando nos sentimos mais saudáveis, somos, seguramente, mais felizes.

logoMComo vê a conciliação, atualmente, da vida profissional e familiar/social?

Conciliar a vida profissional, familiar, social etc, nos dias de hoje é um desafio, especialmente para as mulheres, presas numa rede de multi tarefas na busca da perfeição entre os vários papéis, numa sociedade implacável a rotular pessoas!

logoMNa sua vida existe equilíbrio entre a vida profissional e familiar/social?

Na minha vida, continua a ser um desafio equilibrar os vários papéis, porém, tenho vindo a esforçar-me cada vez mais, por desenvolver uma melhor versão de mim própria, acreditando que, quanto mais melhoramos como pessoas, melhor fica o mundo à nossa volta e esse equilíbrio de papéis surge com mais naturalidade.

Obviamente todos temos dias menos bons (também tenho bastantes (risos)) mas, creio que, o truque está no sentir o lado bom, a velha máxima de “olhar para o copo meio cheio”, acreditar que, quanto mais nos equilibramos como pessoas, mais equilibrada fica a nossa vida.

logoMJá sentiu que a sua afirmação profissional e/ou pessoal foi dificultada ou condicionada por ser mulher?

Sim, algumas vezes (não muitas felizmente), sobretudo aqui, em pleno Alentejo interior, num meio conservador e tradicional, onde persistem alguns conceitos sociais, que nem sempre são os de conceder a oportunidade ao profissionalismo, sendo-se diferente ao que, sai “fora da caixa”. Somando a isso, uma certa aparência de miúda de pouco mais de um metro e meio (risos)… sim, já fui algumas vezes surpreendida com caras cheias de pontos de interrogação.

logoMAs mulheres partilham pouco, guardam muito para si?

Sim, as mulheres partilham genuinamente pouco. São por natureza ótimas comunicadoras mas, muitas vezes, presas ao que se espera socialmente delas, infelizmente nem sempre são verdadeiramente genuínas no que partilham.

Agarradas a rótulos sociais nem sempre são as suas melhores amigas. Guardam muito para si, negam muitas vezes o que sentem, o que são, o que gostam, o que querem para elas e para o mundo que as rodeia, esquecem-se muitas vezes delas. Foi assim que muitas vezes foi ensinado, “uma mulher não… isto ou …aquilo”

Eu também me assumo assim, embora em consciência trabalhe em mim para essa mudança de padrão.

logoMO que é preciso para que as mulheres possam ver garantido o seu direito à igualdade? E Como podem as mulheres contribuir para a concretização dessa Igualdade?

Espero que as mulheres nunca queiram ser iguais aos homens (risos) porque são admiravelmente belas no seu género, no seu papel.

Quanto a terem a mesma igualdade de acreditação, respeito, valorização, o que lhe quisermos chamar, acho que lhes falta sobretudo amarem-se como são, valorizarem-se pelo que são, permitirem-se ser a melhor versão de mulher que tiverem dentro delas, plenas de amor por si e verdadeiramente apaixonadas pelo mundo.

logoMQual é o seu maior sonho?

A velha resposta de “ser feliz” onde tudo cabe, terá de ser melhor concretizada:

Diria que gostaria de alcançar a melhor versão daquilo que há em mim, inspirando e tocando outros de forma positiva. Dando o melhor de mim aos que me rodeiam, sem deixar de ser a minha melhor amiga.

Conhecer deste mundo maravilho o máximo que conseguir.

Hahh e já agora! Voltando ao sonho de criança, apresentar a minha culinária ao maior número de pessoas que conseguir! (risos)

 (risos)

Quando fecho os olhos e sonho com o futuro, imagino-me rodeada de elementos naturais,  panelas e tachos,  gente feliz, amor, sentindo-me sempre feminina e orgulhosa em ser MULHER….

* Pode consultar no instagram: martapalma.culinaryexperiences e no youtube

* Contacto: martapalma.culinaryexperiences@gmail.com

 

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