Esperança?

idos de novembro

Sónia Calvário

O mês iniciou com alguma esperança.

Nos EUA o Trump perdeu as eleições. Pelo mundo vão surgindo notícias de que a vacina contra a COVID 19 está a avançar de forma consistente. E pronto. Eis os motivos que enchem páginas de jornais e fazem proliferar comentários…de esperança.

Entretanto, enquanto enchemos os olhos e a mente com a COVID e com mais um evento do PCP, alimentando os números dos óbitos não Covid, e os problemas de saúde que decorrerão do confinamento, e os ódios contra esses perigosos que são os comunistas, continuam a morrer mulheres e meninas, simplesmente por serem do sexo feminino. A tortura e atrocidades inimagináveis vão fazendo o seu caminho, por esse mundo fora. Cresce a ignorância, o medo e o ódio. Tudo na mesma, portanto.

E também, um pouco por todo o lado, assistimos à birrinha, manifestação da imaturidade, diria até, infantilidade, que vai disseminando por alguma classe política… não, não é apenas ao Trump que me refiro; por cá também temos, cada vez mais, e cada vez mais perto, “adultos-crianças”… com cargos que devem ser ocupados com maturidade, coerência e serenidade. O que se disse ontem já não é o que defende hoje e amanhã será o seu contrário. E claro, “sou muito honesto e transparente” e os outros são todos uns maldosos e maldizentes, que não fazem nada e o que fazem, ou fizeram, é errado e é para esquecer ou destruir.

Ora, como no Expoente M pretendemos sempre contribuir pela positiva, resta-me, por ora, dar conta ao leitor de que o blog participou num Entre Marias Especial, uma produção da CADAC e da Léndias d´Encantar. Levámos à conversa 6 mulheres, colaboradoras do blog, a propósito do Dia Internacional da Eliminação da Violência contra as Mulheres, que se assinalou no pretérito dia 25, e que abordaram algumas temáticas de interesse e para reflexão, nomeadamente sobre políticas de representação de género, violência e redes sociais, violência sexual e abusos dentro dos relacionamentos, assédio no trabalho e as condições socioeconómicas e a sua relação com a violência. A iniciativa teve lugar no Centro Unesco, em Beja, foi moderada pela jornalista Ana de Freitas, contou com um público heterogéneo e interessado, e transmitiu em direto na Rádio Voz da Planície. À CADAC e LdE, ao Centro Unesco, às participantes, ao público presente e ouvinte, aproveitamos para agradecer o interesse e a possibilidade de contribuirmos para a reflexão de um tema que nos deve continuar a preocupar a todos.

cartaz

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