Bom Natal!

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A Rosa

Madalena Palma

Sabes Rosa, escrever para os outros lerem é uma responsabilidade enorme.

Ninguém está dentro da nossa mente e é muito difícil fazer ver por palavras tudo o que vai cá dentro. Sejam temas fúteis da atualidade ou assuntos profundos do nosso ser.

É complicado. E nem sempre a mensagem passa. Mas vale o que vale. Adoro escrever e quando paro um pouco, seja sentada no sofá ou no semáforo à espera do verde a minha cabeça escreve. Os meus pensamentos retalham em letras grandes ou pequenas, palavras simples ou mais rebuscadas, mas sempre em palavras escritas. Encosto-me a elas sempre que preciso de encontrar o leme ou o rumo para algum propósito geral ou específico do caminho que faço.

Neste preciso momento, e numa altura tão complicada para todos, em que a mente nos prega partidas e a vida se arrasta mais dura, apetece perguntar sobre o é que temos medo. Todos temos que ter momentos em que não faz mal estarmos vulneráveis. Temos que deixar de ter medo de mostrar as feridas que nos doem porque alguém ali ao lado pode ver ou fazer doer ainda mais. Eu não estou a querer dizer como cada um deve viver a sua vida. Mas eu acredito na vida e na grandeza da sua expressão. Todos devemos poder ser honestos, sensíveis e vulneráveis. Mas é certo que temos medo e pavor em sermos verdadeiramente honestos porque estamos constantemente a ser julgados pelo que fazemos, pelo que não fazemos, como nos comportamos ou como agimos. A sociedade e a comunidade exigem demasiado de todos e nós continuamos a preocupar-nos em cumprir os requisitos quando nos devíamos estar todos a lixar para o que pensam.

É também por isso que é tão bom e bonito ajudar o próximo. Olhar para o lado ver que alguém precisa de algo e nós termos forma de ajudar. É maravilhoso poder fazer isso sem necessitar de ter qualquer tipo de retribuição. O altruísmo no seu estado mais puro. Mas este sentimento é coerente. Faz parte das características de personalidade de determinadas pessoas. Da mesma forma que há pessoas que não o têm e isso também é correto. Cada um é como é. Errado é fazermo-nos passar por quem não somos. Ninguém pode fingir (durante muito tempo) ser o que não é. Por isso, deixem lá de querer ajudar só porque parece bem, sim?

Só mais uma coisa, que é também dita da forma mais sincera: pensem, pensem muito. Aproveitem este dia de consoada, de afetos, de trocas, para fazer introspeção. Pensem muito sobre tudo. Sobre os vossos. Sobre o que têm. Sobre vocês mesmos. Sobre onde se posicionam em assuntos importantes. Pensem e avaliem se o caminho que estão a fazer é o que mais querem. Pensem se a pessoa que são faz felizes os outros que vos rodeiam ou apenas a vocês. Pensem e reflitam. Não sou ninguém para dizer como devem viver a vossa vida ou o que devem fazer, mas se chegaram até aqui é porque, pelo menos a vossa atenção tive. Obrigada por isso. Feliz Natal!

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