Baloiço de corda

Maria Campaniça Celina Nobre Houve uma época em que nasciam baloiços de corda, nas azinheiras, onde as crianças se divertiam, empurradas pelos sonhos. A escola era cheia de crucifixos e de fotos sépia, emolduras em madeira, imbuídas de tempo, que iam sendo, lentamente, roídas pelos bichos. Nessa altura, as meninas usavam laços brancos no cabelo. … Continuar a ler Baloiço de corda

Ovelhas desnorteadas 

Maria Campaniça Celina Nobre Na cabeça das pessoas coabitam novelos emaranhados de ideias. Alguns parecem rebanhos de ovelhas desnorteadas, campo fora, que não obedecem ao pastor. - Coitado do pastor! Por vezes chama-as amorosamente pelo nome, obtendo, quando muito, um béééé longínquo, do qual nem sabe a proveniência, muito menos encontrar a forma de pôr … Continuar a ler Ovelhas desnorteadas 

Os meninos são alérgicos e os cães têm pulgas.

Maria Campaniça Celina Nobre Juvenal nasceu pobre. A horta onde os pais moravam, cercada por um muro de pedra, onde no inverno se acumulavam musgos, haveria de lhe ditar a sina, muito mais do que supunha, quando em criança o pulava, vezes seguidas, para impressionar os poucos que o olhavam, enquanto fazia a gracinha. Normalmente … Continuar a ler Os meninos são alérgicos e os cães têm pulgas.