Luzia do Rosário

20200531_181109Luzia  do Rosário nasceu em África mas foi o Alentejo que a viu crescer. É filha de mãe africana e pai alentejano. Lá em casa eram 6 filhos, mais a mãe e o pai.

Desde pequena que as histórias fazem parte da sua vida assim como os livros. As histórias vinham  da boca do seu pai e da sua avó paterna, pois para entreter e acalmar a moçada só com o poder da palavra; estas surtiam um efeito ora de alegria, de festa, outras de medo e silêncio absoluto. Dependia dos contos se tinham aquela pitada de humor ou terror. O gosto pelos livros começou talvez pela curiosidade de viver aventuras, conhecer lugares, pessoas, tão diferentes, com formas de viver e ver a vida de outro modo, de aprender coisas novas. Da magia e do som das palavras que ficavam acordadas por dias a ressoar dentro de si. 

Quis o destino que a sua 2°Casa fosse uma Biblioteca; há 22 anos que é Mediadora de Leitura na Biblioteca Municipal de Beja. Diz que tem a sorte de trabalhar e amar aquilo que faz! Trabalha com pais e filhos dos 6 meses aos 36 meses nos clubes de pré leitores; o seu trabalho com a leitura também se estende ao pré escolar e 1°ciclo da cidade e freguesias rurais, com os alunos da escola Bento Jesus Caraça, alunos da Escola Superior de Educação, e com os idosos.  É Contadora de Histórias, costuma contar contos em Bibliotecas, Lares, Escolas, Festivais de Narração de norte a sul de Portugal, onde tem sido convidada. Os Contos, que fazem parte do seu reportório, vão desde os contos tradicionais portugueses aos do mundo (indianos, africanos, tibetanos, ingleses, marroquinos, russos, brasileiros etc..).

Adora cozinhar e um dos desafios que adorou foi juntar os contos à  culinária – um projeto para a Universidade Sénior (Beja). E diz que “ser mãe de dois rapazes é uma das grandes aventuras, uns dias podemos ter um mar calmo e sereno, outros um mar bravo, com umas ondas enormes e só pensas que tens que te aguentar firme e não seres enrolada pela onda; e se fores só tens que nadar, levantar e sacudir a areia, e esqueceres os calapitos de água salgada que entretanto bebeste!”

“Nesta longa estrada que é a vida” não esquece quem a incentivou: a sua Mãe, a viver a vida e os sonhos intensamente; assim como os mestres, com quem aprendeu: Joaquim Figueira Mestre, Cristina Taquelim, Jorge Serafim, Fátima  Silva. Existem outros a  lista é vasta, “mas estes são as raízes”.