Paulo Monteiro

91078541_2263375473958204_704217238877503488_n Paulo Monteiro nasceu em Vila Nova de Gaia em 1967. A partir dos 13 anos começou a ilustrar fanzines de poesia, cartazes e murais. Em 1987 matriculou-se em Letras, na Universidade de Lisboa. Durante esse período estudou Pintura e Cenografia para Teatro. Quando se licenciou, em 1991, veio viver para Beja, a sua cidade adotiva.

Teve (e tem) interesses e atividades muito diferentes: trabalhou nas vindimas, passou filmes de Buster Keaton e Charlot de terra em terra, escreveu para a rádio e para os jornais como jovem jornalista, trabalhou no Cais Marítimo de Alcântara, compôs músicas, tocou guitarra em lares, foi professor de Geografia e Ciências da Natureza, fez cenários e figurinos para teatro, fez teatro de sombras chinesas e teatro de fantoches, participou em escavações arqueológicas, etc., etc. Também fez a curadoria de dezenas de exposições de azulejaria, banda desenhada, escultura, ilustração, pintura antiga, etc.

Em 2018 escreveu e realizou o filme de animação Porque é este o meu ofício, com desenhos seus, de André Ferrão e de João Ferreira, e que foi um dos vencedores do prémio nacional de animação, atribuído na 17.ª edição da Festa Mundial da Animação (FMA), desse mesmo ano, tendo passado, no início de março, na RTP (teaser).

Escreveu e publicou 4 livros de poesia: Poemas (1988), Poemas a andar de carro (2003), Poemas Japoneses (2005) e 25 voltas ao Equador para te encontrar (2014); e dois livros de banda desenhada: O Amor Infinito que te tenho (2010) e Mariana (2019).

O Amor Infinito que te tenho ganhou vários prémios em Portugal, Espanha e França, destacando-se o Prix Sheriff D’Or 2013. Em 2011 foi lançado pela editora Polvo O Amor Infinito que te Tenho e Outras Histórias, com 10 histórias criadas entre 2005 e 2010, tendo, logo no ano de lançamento, arrecadado os prémios de Melhor Álbum Português no Festival de Banda Desenhada Amadora e de Melhor Publicação Independente da nona edição dos Troféus Central Comics, e teve também críticas positivas em publicações como o Le Monde e a revista Les Inrocks.

Desde 2005 que faz a direção da Bedeteca de Beja e do Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, por onde têm passado alguns dos mais excitantes autores de banda desenhada da atualidade, como Craig Thompson, David B. ou Mattotti…

As suas bandas desenhadas foram publicadas em alemão, checo, espanhol, francês, inglês, polaco, português, romeno e sérvio.

Viaja regularmente por Portugal e pelo estrangeiro para expor o seu trabalho ou para falar de banda desenhada.